Um rapaz acusado do assassínio de um sacerdote católico no interior do estado brasileiro da Paraíba fez sexo com o religioso minutos antes de o matar com 29 facadas. A informação foi avançada agora pela Polícia Civil (Judiciária) da Paraíba após a conclusão da investigação sobre o crime, que ocorreu no dia 24 de Agosto, mas cujo relatório só esta semana foi apresentado. 

Diógenes Fernandes, o delegado (inspector) que comandou as investigações declarou que laudos periciais do Instituto de Criminalística deram indícios fortes de que o assassino, que está fugitivo até hoje, manteve relações sexuais com a vítima, o padre Pedro Gomes Bezerra da Silva, de 49 anos, pouco antes de o assassinar. Depois do sexo, e aproveitando o momento de relaxamento do religioso, o suspeito desferiu-lhe 29 facadas, manifestando com essa enorme quantidade de golpes toda a raiva com que estava do religioso.


 Padre Pedro, que completaria 50 anos ainda em Agosto, foi encontrado já morto na casa paroquial de Borborema, cidade onde era o pároco. O corpo dele estava enrolado num lençol no meio de um mar de sangue e a residência estava toda revirada. 

Um adolescente de 15 anos, que também estava na casa paroquial com o sacerdote e o assassino, confirmou em depoimento à polícia que a relação sexual realmente aconteceu. Ele adiantou que o padre tentou fazer sexo com ele, mas disse ter recusado e que o religioso acabou por ir para a cama com o outro rapaz, já adulto. 

Segundo a investigação agora concluída, o encontro entre o padre, o assassino e o adolescente foi premeditado pelo suspeito. O acusado sabia que a paróquia tinha arrecadado 2700 euros com a festa da padroeira e que o dinheiro estava guardado na casa de Padre Pedro.


Por isso o suspeito ligou para o religioso dois dias antes do crime e atraiu o interesse dele afirmando que queria apresentar-lhe um amigo, o adolescente de 15 anos que serviu como isca. O sacerdote foi buscar os dois em Arara, cidade próxima, e levou-os para casa dele, em Borborema, onde ingeriram bebidas alcoólicas. 

Depois do álcool, do sexo e do brutal assassínio, o suspeito e o adolescente arrombaram o cofre da casa paroquial mas não encontraram o dinheiro, e fugiram levando o telemóvel e o carro do religioso, já recuperados. Numa revista mais minuciosa, a polícia encontrou os 2700 euros escondidos debaixo de uma das gavetas que os criminosos tinham aberto, sem suspeitar que o dinheiro estava escondido por baixo do fundo.

Fonte: CM
Foto: Pixabay

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