As autoridades moçambicanas detiveram 11 alegados membros do grupo armado que matou dois polícias e terá abatido outros quatro elementos das autoridades, no norte do país.

As autoridades moçambicanas detiveram 11 alegados membros do grupo armado que, desde dia 5, matou dois polícias e terá abatido outros quatro elementos das autoridades, no norte do país, anunciou o administrador do distrito de Palma.

“A população do distrito de Palma mostrou maturidade ao travar a incursão de parte do grupo de homens armados” que estaria a tentar encontrar refúgio, anunciou David Machimbuko, citado este domingo pelos órgãos de informação estatais.



“Temos consciencializado as famílias para estarem vigilantes. Foi na sequência disso que capturámos alguns integrantes do grupo”, acrescentou.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou no dia 10 que já tinha detido 52 suspeitos de ligação ao grupo, mas fonte policial em Mocímboa da Praia disse à Lusa, no dia 12, que várias pessoas já tinham, entretanto, sido libertadas por não terem nada a ver com o caso.

Um grupo armado de inspiração radical islâmica, de que faziam parte jovens locais, atacou a polícia a 5 de outubro no comando de Mocímboa da Praia e noutros dois postos nos arredores.

A vila esteve praticamente encerrada durante dois dias devido aos tiroteios entre a polícia e o grupo, confrontos dos quais a Polícia da República de Moçambique (PRM) diz ter resultado a morte de dois agentes, de 14 agressores e de um líder comunitário, que terá sido abatido pelo grupo, além de um número indeterminado de feridos.



Suspeita-se que membros do mesmo grupo, em fuga pelo mato, terão estado envolvidos num novo confronto ocorrido na mesma zona, uma semana mais tarde, no dia 12, e em que terão morrido quatro elementos das autoridades e sete atacantes.

As autoridades não se pronunciaram sobre este incidente.

Lusa

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