A mãe de Abimael Lima, jovem de 18 anos, acidentado na ilha do Sal, evacuado e internado no Hospital da Praia, há três meses, “indignada e desesperada” pede apoio para auxiliar o filho nestas circunstâncias de “muito sofrimento”.

Tudo aconteceu no mês de Julho quando Abimael caiu da carroçaria de um carro, nas imediações da lixeira em Terra Boa, tendo permanecido imóvel no chão, sem assistência, durante algum tempo, conforme a mãe.

Joselita Dias Cruz conta que em virtude desse acidente seu filho ficou “gravemente” ferido com pancadas na bacia e fracturas na zona das pernas, tendo sido evacuado para o Hospital Agostinho Neto, na Praia, em “estado crítico”.



“Regressado ao Sal depois de dois meses na Praia a acompanhar o meu filho no hospital nada se fez no sentido de responsabilização das pessoas… ou seja o caso não tinha dado entrada no tribunal. Isso deixou-me indignada. Por isso, procurei a comunicação social para denunciar esse facto, grave, porém desconsiderado”, lastimou.

Passando, como atestou, por momentos “difíceis e complicados”, Joselita Dias Cruz queixa-se de falta de apoio, a todos os níveis.

“Tendo em conta o seu estado, o meu filho usa fraldas. Chegou o dia que nem fraldas havia, tiveram que lhe colocar saco de lixo. Isso é uma tristeza, uma humilhação… sem contar com os momentos de fome e sem tomar banho”, desabafou com alguma mágoa.

Correndo o risco de perder o emprego, Joselita Cruz teve de vir para o Sal, conforme disse, deixando o filho que já passou por quatro intervenções cirúrgicas e a usar fraldas, sozinho no Hospital da Praia à mercê de estranhos e cuidados de pessoas de boa vontade.



“Já vou em três meses sem receber o meu salário, não tenho dinheiro para comprar passagem para poder ficar perto do meu filho que, nessa fase, nas condições que se encontra, muito precisa de mim. Estou cheia de problemas e apelo às pessoas de todo Cabo Verde a ajudar-me a superar esse sofrimento. Já bati em todas as portas mas sem resposta”, lamentou.

Atormentada e sem saber o que fazer, Joselita Cruz pede auxílio de todos os cabo-verdianos, dentro e fora do país.

“Ninguém assumiu absolutamente nada. Desde essa data a minha vida tem sido um tormento com meu filho neste estado e sem ter condições para o acudir. Tenho mais quatro filhos, ainda menores, na escola… por isso rogo as pessoas, as autoridades a ajudarem-me. Gostaria de estar perto do meu filho para poder dar-lhe assistência e algum conforto, mas não tenho meios. Isso rasga-me o coração.

O meu filho tem falta de tudo e mais alguma coisa e eu sem poder fazer nada”, exteriorizou, contristada.

Fonte: Inforpress

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