A coordenadora do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde apelou hoje à intervenção da comunidade internacional, principalmente os escritórios sediados no arquipélago, no sentido de se conseguir encontrar “urgentemente” forma de debelar a situação e apoiar o país.

Ulrika Richardson lançou este apelo hoje quando visitava a localidade de Chã de Monte, uma das zonas agrícolas e pecuárias no município de Santa Catarina, fazendo-se acompanhar do edil, José Alves Fernandes e sua equipa camarária.

“Falando da situação da seca, o que pude constatar é que a situação é efectivamente muito séria. Eu acho que há uma preocupação partilhada de que é uma seca realmente impactante e com efeito devastador”, disse.

De entre as necessidades para minimizar esse “impacto devastador”, elencou a capacidade de se poder salvar o gado, a produção de alimentos e sobretudo equilibrar o rendimento das famílias, ajuntando que esta situação é uma “preocupação geral”, pelo facto de se estar ainda em Outubro, portanto, falta ainda um ano para a próxima época de chuva.



A coordenadora do Sistema das Nações Unidas lembrou que o Governo já terminou a preparação de vários projectos e que agora está à procura de financiamento extraordinário para poder responder à situação.

No caso especifico da ONU, Ulrika Richardson fez saber que através da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) tem em curso um trabalho de preparação dos enquanto se apura também o ponto de situação, tendo em conta que para responder a essas situações tem que conhecer bem a situação real.

Explicou que, logo que se fecha a fase de preparação dos projectos, vão ver a forma de se poder articular conjuntamente e decidir quem pode fazer o quê, sendo, contudo, necessário que se dê uma resposta com “urgência”.

No caso concreto de Santa Catarina, mormente nas localidades de Achada Fora, Chã de Monte e Ribeirão Areia onde visitou e que tudo está perdido, advogou que o mau ano agrícola não vai ter impacto só a nível da agricultura e pecuária, mas sim em todos os níveis, principalmente sociais.



Por isso, recomendou que uma concluído este período de urgência, será necessário reforçar a resiliência do país.

Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, José Alves disse que a visita da representante das Nações Unidas veio em “boa hora”, tendo em conta que este município do interior da ilha da Santiago é o “mais afectado” pela seca, por ser o “maior concelho agrícola e pecuário do país”, cujos impactos serão maiores.

Conforme explicou, os efeitos já se fazem sentir com o volume procura de apoios à Câmara por parte dos munícipes, pelos atendimentos que vêm realizando, o que lhes obrigou a avançar com urgência com os projectos em articulação com o Ministério da Agricultura e Ambiente, visando a mobilização de recursos para mitigar os efeitos e impactos do mau ano agrícola que se desenha.

A edilidade que neste momento está a elaborar um plano estratégico para o horizonte 2017-2027, informou que vai contemplar os grandes eixos como desenvolvimento do concelho, e face ao mau ano agrícola, colocar o foco na mobilização de água e a “revolução” do sector agrícola.

Por Inforpress

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