O Governo da Guiné-Bissau apresentou hoje a investidores, parceiros internacionais e empresários o Projeto Regional de Eletrificação Fora da Rede, com o objetivo de aumentar o acesso de casas, empresas e instalações públicas a serviços de eletricidade.

"A Guiné-Bissau ainda tem um caminho muito distante para andar. As energias renováveis, limpas, vêm colmatando as lacunas pelas energias convencionais", disse António Júlio Raul, diretor de Energias Renováveis, Energias Domésticas e Eficiência Energética.

Segundo o responsável, as energias renováveis estão a "penetrar lentamente no país", mas já é possível ver na Guiné-Bissau iluminação pública garantida por sistema solar.



"Permitem um menor gasto de combustível por parte da nossa central, que já é deficitária para abastecer a população, quanto mais a via pública", salientou.
O Projeto Regional de Eletrificação Fora da Rede é financiado pelo Banco Mundial e enquadrado no programa da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para acesso a serviços elétricos sustentáveis e com o objetivo de fornecer acesso universal à eletricidade para a região até 2030.

"Apesar dos esforços significativos para conectar a maior parte da população do país à rede, a exploração de soluções solares fora da rede poderá ser uma estratégia para aumentar o acesso elétrico às famílias e comunidades", incluindo no arquipélago dos Bijagós, disse a representante do Banco Mundial na Guiné-Bissau, Kristina Svenson.

Segundo dados do Governo guineense, a Guiné-Bissau é um dos países da CEDEAO com mais baixo nível de acesso à eletricidade, principalmente nas zonas rurais, onde apenas dois por cento da população têm aquele bem.

Lusa


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