O mau ano agrícola e as medidas adoptadas pelo Governo para a salvação do gado continuam a dividir o PAICV (oposição) e o MpD (poder), com a oposição a considerar “insuficientes” as medidas previstas no OE para 2018.

O grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) entende que as medidas constantes da proposta do Orçamento do Estado para 2018 “não são suficientes” para mitigar os efeitos da seca severa que vem assolando o país, enquanto os eleitos nas listas do Movimento para a Democracia congratulam-se com a decisão do executivo.

A discussão deste tema ressurgiu no período antes da ordem do dia, com a deputada Anilda Tavares (MpD) a felicitar o Governo pelas medidas tomadas com vista a ajudar os agricultores e criadores de gado.




Em sentido contrário foi o deputado do PAICV Moisés Borges que alertou pela “situação difícil” por que estão a passar os homens e mulheres do campo em face do mau ano em termos de chuva.

“Propomos a distribuição gratuita das rações porque os criadores de gado não estão em condições financeiras de as comprar”, sugeriu Moisés Borges, acrescentando que, neste momento, os animais estão a ser vendidos “ao desbarato”.

Por sua vez, José Manuel Soares Tavares (MpD) denunciou que os militantes do partido da “estrela negra” “estão no terreno a incentivar os criadores a desfazerem-se dos seus animais, alegando que o Governo não tem soluções para eles”.




Refira-se que, o Governo introduziu no Orçamento Geral do Estado para 2018, aprovado esta terça-feira no Parlamento, um montante de 100 mil contos para suprir os efeitos do mau agrícola em Cabo Verde.

Entre outras medidas em curso, conforme o Executivo, consta a implementação de um plano de emergência de salvamento de gado e de mitigação da seca num montante de 7 milhões de euros, (mais de 700 mil contos. Este dinheiro deve socorrer cerca de 17 mil e 200 famílias, cerca de 62% das famílias do mundo rural, que serão directamente afectadas pela seca.

Por Inforpress

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