O desemprego “quase generalizado” das populações nas diferentes comunidades rurais no município do Porto Novo, Santo Antão, está a preocupar os líderes associativos, que alertam para a “situação de desespero” em que se encontram muitas famílias.

As populações do Planalto Norte, a zona mais atingida pela seca em todo o concelho do Porto Novo, estão em “situação mais complicada”, segundo os líderes associativos, que apelam para a necessidade de o Governo e a Câmara Municipal do Porto Novo acudirem, “com urgência”, às famílias dessa localidade, a enfrentar “um ano extremamente difícil”, por causa da seca.

“No Planalto Norte, a situação está mesmo complicada. Há necessidade de o Governo e câmara do Porto Novo abrir, com urgência, frentes de trabalho nesta zona, para socorrer as famílias que já não têm por onde recorrer para garantir a sua sobrevivência”, apelou Fidel Neves, porta-voz da população local.





Além do desemprego que afecta as 168 famílias locais, Fidel Neves chamou ainda a atenção para a necessidade da edilidade porto-novense reforçar o abastecimento de água nessa localidade, onde a penúria do líquido precioso está a “desesperar” os habitantes.

Nesse planalto, cada família vive, nesta altura, com menos de 200 litros de água por dia, quantidade que mal chega para o consumo e para outras necessidades básicas, explicou este responsável, que lembra ainda que a estrada de acesso ao Planalto Norte está em “péssimas condições”.

Alertou ainda para a “situação dramática” por que passam os criadores de gado do Planalto Norte, que estão a desfazer, “a preço de saldo”, dos seus animais, devido a dificuldades na aquisição de ração e água.

Em Ribeira das Patas, outra localidade bastante afectada pelo mau ano agrícola, a associação de desenvolvimento local exorta as autoridades municipais e o Governo a diligenciarem no sentido de reforçar o emprego público nessa povoação, que precisa de, “pelo menos, 80 postos de trabalho”.





O presidente da associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP), Arlindo Delgado, já, por várias vezes, pediu o reforço do emprego público nessa zona, onde há famílias a passarem por “sérias privações”, informou.

Em Ribeira dos Bodes, o líder associativo, Jailson Monteiro, avisa, também, que a “grande parte” da população dessa zona está, actualmente, no desemprego, defendendo “a necessidade urgente” de se abrir frentes de trabalho nessa comunidade, para atender às famílias.

Da mesma forma, no Planalto Leste, o desemprego generalizado das populações está a inquietar a associação comunitária dessa localidade, afectada pela seca que assola todo o concelho do Porto Novo.

O plano de emergência para a mitigação da seca neste município, prevê a criação, durante um período de 14 meses, de 500 postos de trabalho para atender às famílias em situação e maior vulnerabilidade.

Também, a edilidade porto-novense tem estado, insistentemente, a pedir a “operacionalização” desse plano, tendo em conta a “gravidade” da situação social reinante, nesta altura, no município do Porto Novo.

“Porto Novo não consegue esperar mais”, segundo o edil, para quem a “ajuda às pessoas deve chegar enquanto é tempo”.

Por Inforpress

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