A ajuda alimentar da República Popular da China, cuja entrega formal aconteceu hoje, na Praia, vai ajudar a amenizar os impactos da seca que actualmente se vive em Cabo Verde, considerou a directora geral da Inclusão Social, Mónica Furtado.

São 1.191 toneladas de arroz, correspondente a um montante de 142 mil contos e que vão ser distribuídos para várias instituições, nomeadamente a Fundação de Acção Social Escolar (FICASE) para o seu programa de refeições quentes nas escolas e outras instituições que trabalham com crianças, idosos e famílias carenciadas.

Mónica Furtado salientou que o donativo chegou em boa hora, porquanto, os efeitos do mau ano agrícola registado este ano no país aumentaram as dificuldades, particularmente das famílias que dependem da agricultura.



“Esse donativo vai permitir reforçar a dieta alimentar de uma população que mesmo antes do mau ano agrícola já tem dificuldade a nível de acesso à alimentação. Prevemos que essa necessidade vai agora aumentar um pouco mais”, realçou.

Conforme adiantou, para além de garantir acesso a alimentos por parte das pessoas mais carenciadas, essa ajuda chinesa vai também permitir o reforço da actuação das próprias instituições que acolhem crianças, pessoas idosas, com deficiências e que normalmente nas suas actividades fornecem alimentos às pessoas com as quais trabalham.

Para além da FICASE, estão incluídos os serviços prisionais, as instituições de solidariedade social que têm a gestão dos centros de acolhimento e outros equipamentos sociais, estruturas do ICCA e os serviços sociais das Câmaras Municipais entre outras entidades

O embaixador da República Popular da China, Du Xiaocong, adiantou que apesar de todo o processo de ajuda alimentar ter sido iniciado muito antes da situação de mau agrícola, dá satisfação ao Governo chinês saber que esse apoio chegou num momento em que realmente Cabo Verde precisa.



“Como diplomata chinês em Cabo Verde não só trabalhamos aqui. Também vivemos aqui. Então podemos assistir ao mau ano agrícola. Portanto estamos felizes em ver essa ajuda alimentar chegar no momento em que foi declarado o mau ano agrícola e poder ajudar no enfrentamento das dificuldades”, disse.

Du Xiaocong adiantou que o Governo chinês está disponível para continuar a ajudar Cabo Verde, em função das necessidades.

Segundo a administradora executiva da Agência de Regulação dos Produtos Farmacêuticos e Alimentares (ARFA), entidade que faz a gestão das ajudas alimentares, há já uma equipa multissectorial a trabalhar nos critérios de distribuição dos alimentos ora recebidos.

Cerca de 20 por cento (%) da quantidade total vai ser destinada à FICASE e a parte restante às outras entidades.

Por Inforpress

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