É um protesto pelas condições de trabalho dos agentes e face a violação do governo ao acordo de entendimento em Março.



O Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) apresentou, esta quinta-feira, um pré-aviso de greve, nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro, em protesto pelas condições de trabalho dos agentes e face a violação do governo ao acordo de entendimento em Março.

Segundo o A Nação, do último encontro entre o SINAPOL e o Ministro da Administração Interna aquela entidade sindical ficou a saber que Paulo Rocha foi defender junto do Governo, um salário de 65 mil escudos para Janeiro de 2018, mas que não teve sucesso.

Ou seja não haverá melhorias salariais para o arranque do próximo ano, conforme o acordado em Março passado. Isto porque o governante não terá conseguido que o Governo aprovasse a proposta de 65 mil escudos mensais.


Facto que faz o presidente do Sindicato Nacional da Polícia, José Barbosa, entender que se está perante “um falso acordo”.

“Nem sequer se chegou a defender coisa alguma ou os profissionais da PN não mereceram respeito que lhes era devido pelo Governo, no que tange a melhoria salarial”, escreve José Barbosa, numa mensagem enviada aos associados do sindicato que representa.

José Barbosa disse ainda que Paulo Rocha apresentou um novo acordo para que a actualização salarial da PN não se fizesse em 2018, mas só em 2019. Uma proposta pela qual a direcção do SINAPOL torce o nariz e se mostra disposta a organizar a luta que for necessária, se a classe assim o entender.

Tanto é que já foi apresentado, esta quinta-feira, 14 de Dezembro, um pré-aviso de greve, nos dias 27, 28 e 29 deste mês, a nível nacional. No mesmo documento, que este on-line teve acesso, não se faz referência a serviços mínimos.


Além da questão salarial, consta no pré-aviso de greve entregue à Direcção-geral do Trabalho constam outras revindicações como: redução de carga horária, pagamento do subsídio de condição policial ao pessoal da Guarda Fiscal e pagamento de 25% sobre vencimento, ao agente da PN que exercem funções de condutores auto e moto da Polícia.

Fonte: A Nação

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