A Polícia Nacional de Santa Catarina está a braços com uma onda de furtos que assola aquele concelho do interior de Santiago nesta época festiva. Só na madrugada da última quinta-feira, esta autoridade registou três furtos de uma assentada: duas casas de emigrantes em Nhagar e Tarrafalinho foram “limpadas” por meliantes e a Igreja do Nazareno, no centro de Assomada, também não escapou às investidas de grupo de criminosos: levaram dessa instituição religiosa instrumentos de som.

Depois do assalto à casa do presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, ocorrido na semana passada, os ataques criminosos voltaram agora para casas dos emigrantes e espaços religiosos. Segundo o Asemanaonline, a Igreja do Nazareno foi alvo de um roubo após bandidos terem entrado por uma janela da igreja e terem roubado vários equipamentos de som.

Tudo indica que o modus operandi terá sido o mesmo aplicado em relação a casas de emigrantes em Nhagar e Tarrafalinho. Naquela mesma madrugada, os delinquentes levaram vários móveis das residências, cujos familiares dos donos (emigrantes) não souberam precisar o que foi roubado. Conforme fontes deste diário digital, num prazo de 20 dias perto de 50 casas de emigrantes foram já alvo de assaltos.


Os agentes da esquadra de assomada têm-se desdobrado de moda a estancar os roubos principalmente à noite, com rondas apeado e em viaturas. Mesmo assim, o número de agentes continua a ser insuficiente para tanta demanda, conforme os interlocutores deste diário digital. Porém, segundo as nossas fontes, muitos agentes estão descontentes com a forma como os superiores estão a fazer a mudança de agentes dentro dessa esquadra, principalmente na área criminal.

Ou seja, explicam os informantes, agentes com grande experiência em resolver crimes de roubo no concelho estão sendo colocados atrás de uma secretária, quando deveriam estar no terreno para dar o seu contributo no combate aos crimes. Acrescentam existir problemas internos que devem ser resolvidos em pleno diálogo entre subordinados e superiores, já que enquanto a Polícia perde tempo com situações do tipo, crimes contra património aumentam em Santa Catarina de Santiago.

Fonte: A Semana

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