O Presidente da República (PR), Jorge Carlos Fonseca, considerou hoje que a classificação de Cabo Verde como mais livre de África pela Freedom House é “um estímulo para o país ambicionar mais”.

“É uma boa notícia ainda que não seja totalmente surpresa e o facto de haver repetições de notícias como primeira democracia em África, de país mais livre só nos estimula para trabalharmos para ser mais livres e mais democráticos, construindo uma democracia cada vez mais consolidada e ter uma ambição imensa”, declarou Jorge Carlos Fonseca.

O chefe de Estado, que falava aos jornalistas depois de presidir a cerimonia de abertura do III congresso internacional da Ordem dos Médicos Cabo-verdianos (OMC) e VIII congresso médico nacional, que decorre na Cidade da Praia, sob o lema “Um legado, novas oportunidades”, salientou que em matéria de liberdade e democracia o país quer não apenas ser melhor em África, mas ser melhor no mundo.



“É claro que há muita coisa por fazer, mas também trabalharmos para em outros sectores como a saúde, educação, a justiça, o bem-estar das pessoas, o progresso económico, também estarmos entre os melhores”, augurou, salientando que os défices em outras áreas não devem minimizar ou relativizar a importância do país ter uma boa performance em matéria de liberdade e democracia.

De acordo o relatório intitulado “Liberdades no mundo 2018”, da Freedom House, divulgado terça-feira, a democracia atingiu em 2017 o pior nível em 12 anos com autocracias consolidadas, democracias sitiadas e retirada dos Estados Unidos do papel de líder na luta global pela liberdade humana.

Dos 195 países avaliados, neste estudo 88 foram classificados como livres, 58 como parcialmente livres e 49 não livres.

Cabo Verde foi considerado o país mais livre de África, liderando um grupo onde estão a Tunísia, o Senegal, o Botsuana, a África do Sul, o Togo, o Gana, São Tomé e Príncipe e Ilhas Maurícias.

Por: Inforpress

Comentar:

0 comments: