O antigo presidente do conselho de administração do Banco da Cultura está interditado de sair do país, uma medida de coacção decretada pelo juiz que o ouviu nesta quinta-feira, 04, soube a Inforpress junto de uma fonte da PJ.

Além de pagar uma fiança no valor de 500 mil escudos, adianta a fonte da Inforpress, Carlos Horta fica obrigado a apresentar-se regularmente às autoridades. A mesma medida de coacção foi também aplicada a uma ex-funcionária indiciada no envolvimento do caso.

Os dois arguidos foram detidos e apresentados ao Ministério Público na tarde desta quinta-feira, 04, para “interrogatório e aplicação de medidas de coacção”, segundo a Polícia Judiciária.



De acordo com a nota de imprensa da polícia científica cabo-verdiana a que a Inforpress teve acesso, o antigo PCA do Banco da Cultura foi detido no “decurso das investigações, e em cumprimento de dois mandados de detenção, emitidos pelo magistrado do Ministério Público da Comarca da Praia”.

Além de Carlos Horta, detido fora de flagrante delito, a PJ deteve ainda uma ex-funcionária do Banco da Cultura, ambos “suspeitos de um crime de infidelidade, vários crimes de falsificação de documentos e um crime de peculato”.

A PJ acrescenta que o suspeito, que “exercia a função de PCA do Fundo Autónomo de Apoio à Cultura, no Banco da Cultura, agia em concertação com a outra arguida”.

Entretanto, o ministro das Finanças, Olavo Correia, na sua página do Facebook, sem se referir explicitamente ao caso do ex -PCA do extinto Banco da Cultura, dá “parabéns aos inspectores” do seu Ministério.

“Independentemente do resultado final, este é um sinal importante. Vamos continuar. Transparência máxima”, escreve Olavo Correia, que hoje toma posse como vice-primeiro-ministro, acumulando as funções de ministro das Finanças.

Por Inforpress


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