Os deputados MpD por São Vicente afirmaram na tarde de hoje, em conferência de imprensa, ser natural que “quem abandonou São Vicente se sinta incomodado” com a instalação, na ilha, do Ministério da Economia Marítima.

Pela voz do deputado João Gomes, os parlamentares do Movimento para a Democracia (MpD-poder) referiram-se ao deputado Manuel Inocêncio Sousa, que na manhã desta quinta-feira, igualmente em conferência de imprensa, insurgiu-se contra a deslocalização da Agência Marítima e Portuária (AMP) para outro sítio para ceder as actuais instalações ao Ministério da Economia Marítima.

João Gomes repudiou as declarações de Manuel Inocêncio Sousa, considerando que através delas o “PAICV destilou o seu fel contra São Vicente”, em atitude de vingança pela derrota nas eleições legislativas de 20 de Março de 2016. “Eles não perdoam”, acrescentou o deputado.


“É incompreensível e inaceitável esta manifestação de Inocêncio Sousa”, indicou João Gomes, considerando que o seu colega “incitou os trabalhadores da AMP à desobediência” face a uma decisão administrativa do Governo.

A atitude de Manuel Inocêncio Sousa, segundo João Gomes, revela “falta de responsabilidade e de sentido de Estado, mormente vinda de um “antigo candidato a Presidente da República”.

“O que eles querem, indicou João Gomes, é criar caos na governação, mas não vão conseguir. O Governo vai cumprir o seu mandato em benefício de Cabo Verde”, considerando “normal e lógico” que o Ministério da Economia Marítima se instale no edifício onde já funcionou a Direcção-Geral da Marinha e Portos, o Instituto Marítimo e Portuário e, agora, a Agência Marítima e Portuária, que está a ser transferida para o edifício da Câmara de Comércio do Barlavento, no centro da cidade.

O deputado do MpD considera “natural” que os trabalhadores da AMP não estejam satisfeitos com a deslocalização, porque Cabo Verde é um “Estado de direito democrático”, mas que a “há limites”.

“Não era necessário diálogo para se obter acordo” com os trabalhadores, apontou João Gomes, garantindo não estarem em causa os seus direitos.

Na conferência de imprensa de hoje de manhã, Inocêncio Sousa manifestou-se “verdadeiramente estupefacto e indignado” com a forma como o Governo conduz o processo, tendo-se referido mesmo à “ordem de despejo”, “sem diálogo, sem discussão prévia”.

Na conferência de imprensa, João Gomes fez-se acompanhar dos seus colegas deputados Celeste Fonseca e Humberto Lélis.

Por: Inforpress

Comentar:

0 comments: