O Governo e as Associações das Igrejas Nazarena, Católica e Adventistas assinaram hoje um acordo de colaboração,  no valor de 50 milhões de escudos,  para implementação de actividades que visam responder às demandas no âmbito do PEMSMAA.

O acordo, rubricado pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, em representação do Ministério da Família e Inclusão Social, tem por objectivo,  segundo o governante, minimizar o problema da falta de água em consequência da escassez de chuva, garantir a capacidade produtiva do gado e garantir o mínimo de rendimento das famílias afectadas pelo mau ano agrícola.

“O valor disponível pelo governo é destinado à implementação de medidas propostas, durante nove meses. A finalidade é a compra de bens alimentares não perecíveis, que serão doados às famílias identificadas. Abrange comparticipação no transporte de água e acções de educação e sensibilização para gestão de recursos disponíveis e disponibilizados”, disse.


De acordo com Abraão Vicente, o acordo, além de disponibilizar verbas para apoiar famílias necessitadas e afectadas pela seca, prevê prestação de contas para que as instituições tenham a responsabilidade de mostra que implementaram e deram bom uso ao financiamento.

O ministro adiantou que com este acordo o governo é consequente em negar a ideia de qualquer tipo de assistencialismo, tendo-se recorrido à Bíblia para referir sobre uma parábola do livro Mateus: “Quando deres uma esmola não faças tocar trombeta diante de ti como fazem os hipócritas nas sinagogas e ruas para serem glorificadas pelos homens”.

Posto isso, indicou que o governo se recusa, terminantemente, em fazer dessa situação de “crise” uma situação de “aproveitamento politico”.

“Este é um acto de reconhecimento às instituições pelo trabalho que têm estado a fazer, em silêncio, fora dos focos da imprensa”, frisou.

A representante da Liga Nazarena de Solidariedade, Joana Brito, que falou em nome das instituições religiosas, regozijou-se com a iniciativa do governo que os chamou para trabalharem com a população e serem parceiras na implementação do programa de emergência para a mitigação da seca e do mau ano agrícola “PEMSMAA”.


“Nós estamos cientes dos efeitos que o mau ano agrícola terá, ou já vem tendo, nas populações do meio rural, pelo que queremos complementar as acções do governo e chegar às famílias”, afirmou.

Segundo Joana Brito, as associações religiosas que já possuem experiências no trabalho junto às famílias, querem dar o seu máximo para chegar aos cutelos e vales na assistência dos que mais necessitam.

Lembrou ainda que o governo já possui outros projectos neste âmbito, mas que o protocolo hoje assinado vai chegar directamente às famílias como um complemento na segurança alimentar, na compra de água para uso e actividades de sensibilização.

O representante da Associação das Igrejas Adventistas do Sétimo Dia, Ivanildo Lopes, manifestou-se satisfeito em poder trabalhar em rede com a Caritas Caboverdiana e a Liga Nazarena neste projecto que dará cobertura às zonas agrícolas do país e às pessoas que mais necessitam.

Para Marina Costa, da Caritas Caboverdiana, é mais uma extensão do programa que a instituição vem fazendo no âmbito da segurança alimentar, pelo que, sublinhou, o recurso disponibilizado pelo governo vai aumentar a capacidade de intervenção de cada uma das instituições.

“É a primeira vez em Cabo Verde que estamos a trabalhar em parcerias com outras instituições religiosas. Alias, hoje à tarde , vamos nos reunir para definirmos as áreas de intervenção de cada”, informou.

O acordo de colaboração assinado entre as organizações religiosas de solidariedade Social: Liga Nazarena de Solidariedade, Cáritas Caboverdiana, Associação das Igrejas Adventistas do Sétimo Dia e o Governo prevê assistência às famílias pobres chefiadas por mulheres, famílias pobres com crianças sob o seu cuidado e famílias pobres com membros com necessidades especiais.

O montante disponibilizado, refere o protocolo, será disponibilizado mediante a celebração do acordo e a apresentação do Plano detalhado de trabalho por parte das entidades envolvidas.

É também da responsabilidade das instituições parceiras a apresentação a meio percurso da excussão das actividades, um relatório detalhado com o número de famílias abrangidas, actividades realizadas e demais indicadores julgados pertinentes para a determinação do desempenho do PEMSMAA.

Por Inforpress

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