O MpD quer que o executivo camarário da Praia disponibilize, para consulta pública, os elementos relacionados com o dossiê de venda de um tracto de terreno ao ex-embaixador da União Europeia em Cabo Verde, José Manuel Pinto Teixeira.

Em comunicado, o Movimento para a Democracia solicita às instâncias competentes da UE para se pronunciarem sobre aquilo que considera de “graves acusações” da eurodeputada Ana Gomes, segundo as quais Pinto Teixeira revelou ser um “apoiante do actual partido no poder e manifestou “grande desagrado” com o agora maior partido da oposição (PAICV), enquanto esteve no poder”.

De acordo com a eurodeputada, “há uma percepção generalizada de que o embaixador foi instrumental na vitória do MpD (2016), com contribuições estratégicas e financeiras”.

Para Ana Gomes, “alguns círculos acreditam que a compra do terreno na Praia é uma recompensa pelo apoio político”.


Os dirigentes do MpD consideram “graves” as declarações da parlamentar da União Europeia tornadas públicas em órgãos de comunicação social em Cabo Verde e em Portugal.

“O MpD lamenta que a eurodeputada se tenha transformado numa caixa de ressonância pública de rumores, de acusações e de devaneios postos a circular, sem ter o cuidado de pelo menos avaliar outras fontes e de sentir pelo menos um cheirinho do contraditório”, lê-se no comunicado.

No dizer dos responsáveis do partido no poder, a tese de “recompensa pelo apoio político” é uma “maquinação tão absurda quanto irresponsável, da qual a ilustre eurodeputada, querendo, deveria distanciar-se”.

Desafiam, por outro lado, à Ana Gomes a “partilhar elementos que possui ou tenha tido acesso e que possam facilitar a identificação das ‘contribuições estratégicas e financeiras’, às quais se atribui a vitória eleitoral do partido no poder”.

Segundo o comunicado, a Câmara Municipal da Praia, que é suportada pelo MpD, “está disponível a colaborar com as instituições europeias para o cabal esclarecimento” da referida “maquinação”.

O espaço onde o ex-representante da U E está a construir uma habitação, localiza-se numa das áreas mais valorizadas da capital.

No passado, havia sido atribuído a um cidadão cabo-verdiano, mas perante as reclamações da embaixada de Portugal, na Praia, alegando interesse na aquisição do terreno, o então presidente da CMP, Felisberto Vieira, se viu obrigado a recuar na decisão.

Por Inforpress

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