O vereador do urbanismo da Câmara Municipal da Praia, Rafael Fernandes, fez saber que, entre compra e trabalhos no terreno, o ex-embaixador da União Europeia, José Manuel Pinto Teixeira, pagou 11,5 mil contos pelo lote na Prainha.

Rafael Fernandes, que falava à imprensa esta manhã apresentou para consulta dos jornalistas o contrato celebrado entre as partes, bem como o talão da transacção bancária feita por Pinto Teixeira, afastando a tese de doação ou favorecimento.

“Ele pagou pelo terreno 5 mil e 500 contos cabo-verdianos, 50 mil euros”, revelou Rafael Fernandes.

Segundo o vereador do urbanismo, o terreno teve um custo adicional de mais cinco mil contos, perfazendo o total de 11,5 mil contos. Esses custos extra resultaram dos trabalhos realizados no lote, suportados pelo comprador. 

“Não podemos estar aqui a falar de favorecimento nenhum, face a estes números”, sublinhou o autarca.


Conforme Rafael Fernandes, 3.700$00 por metro quadrado foi o preço praticado nos poucos terrenos vendidos na Prainha. “Os poucos casos onde houve compra e venda, houve facilidades, condições de pagamento a prestações, caso que não aconteceu com Pinto Teixeira, que pagou a pronto”, salientou.

Contas feitas, conforme fez saber o vereador, José Pinto Teixeira pagou pelo terreno “um valor três vezes superior àquilo que era prática”.

De acordo com a autarquia praiense, o terreno adquirido pelo antigo diplomata só passou a estar disponível a partir de 2015, data em que passou a constar do Plano Detalhado de Quebra Canela.

“O único pedido que temos desde esta altura é de Pinto Teixeira”, avançou Rafael Fernandes.

Sobre a eurodeputada Ana Gomes e as dúvidas sobre o negócio suscitadas pela parlamentar portuguesa em Bruxelas, Rafael Fernandes foi claro: “teríamos todo gosto em recebê-la, explicar e mostrar todos os documentos. Infelizmente, ela não teve acesso, não procurou a CMP, e optou para fazer aquilo que fez”, disse.

Fonte: Expresso das Ilhas

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