O chefe de Estado disse hoje estar a acompanhar, com naturalidade, a investigação do Ministério Público sobre suposta ligação do vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, a uma empresa privada, mas entende que neste momento não existe razão para intervir.


Jorge Carlos Fonseca considera que, dado ao papel “muito relevante”, do ponto de vista da fiscalização, repressão e medidas que consubstanciem determinados tipos de ilícitos, o Ministério Público (MP) não pode excluir “certos tipos de segmentos de área de intervenção social ou política”.

Considera normais “as picardias, dentro de certos limites no debate político, fruto da lógica do poder e das oposições democráticas”, sublinhando mesmo tratar-se de uma “lógica salutar”, o que a seu ver não se pode afirmar que Cabo Verde tenha atingido uma extensão ou dimensão que possa levar a alguma preocupação.

O Presidente da República é claro que o país não pode ser associado à excessiva judicialização da política cabo-verdiana, e justifica que as celeumas causadas à volta destes assuntos que liga os políticos a Ministério Público pelo facto de ser “um fenómeno relativamente novo” no país.



O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças já afirmara que “é bom e agradece” a investigação do MP sobre o alegado favorecimento da Tecnicil Indústria, na sequência do aumento dos direitos de importação para laticínios e sumos de fruta.

Olavo Correia havia reafirmado que o aumento dos direitos de importação para laticínios e sumos de fruta foi uma decisão do Governo, apresentada no Parlamento, e aprovada por todos no sentido de proteger a indústria nacional.

“E uma decisão colectiva a nível do Governo, do Parlamento, e querer ligar-me a esta questão em concreto penso que tem a ver com aspectos outros, mas caberá às instâncias competentes dirimir esta questão e clarificar aos cidadãos e fico muito agradecido”, afirmara à imprensa.

Inforpress

Comentar:

0 comments: