A confiança das famílias cabo-verdianas aumentou no último trimestre do ano 2017, contrariando a tendência decrescente dos últimos trimestres, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o Inquérito de Conjuntura ao Consumidor, a confiança das famílias cabo-verdianas voltou a aumentar, e o indicador situa-se abaixo da média da série, no entanto, evoluindo positivamente relativamente ao trimestre homólogo.

Este resultado, segundo a mesma fonte, deveu-se essencialmente à apreciação positiva das famílias sobre a situação financeira do seu lar, situação económica do país para os próximos 12 meses e a situação económica actual do seu lar relativamente ao trimestre homólogo.

Constatou-se no quarto trimestre 2017, que tanto a situação económica das famílias como a situação económica do país evoluíram positivamente face ao trimestre homólogo, refere o INE, indicando que tanto os preços de bens e serviços como o desemprego no país diminuíram significativamente face ao trimestre homólogo.



Não obstante as melhorias verificadas no seio das famílias e do país, dos inquiridos, cerca de 69,2 por cento (%) consideraram que com a actual situação económica do país, não será possível poupar dinheiro. No trimestre homólogo esse percentual foi de 75,0%.

Cerca de 24,8% dos inquiridos afirmam ser possível poupar algum dinheiro sendo que, no trimestre homólogo era de 20,0%.

Quanto à perspectiva para os próximos 12 meses, tanto a situação financeira das famílias como a situação económica do país deverão evoluir positivamente face ao trimestre homólogo.

Segundo as famílias inquiridas, os preços de bens e serviços deverão diminuir face ao trimestre homólogo, no entanto, acreditam que o desemprego poderá aumentar face ao trimestre homólogo.

Sobre a intenção de comprar carro nos próximos 12 meses, a maioria dos inquiridos (78,2%) afirmou ter certeza absoluta que não tenciona comprar uma viatura nos próximos dois anos.

Também a maioria dos inquiridos (62,8%) é de opinião de que não irá comprar, nem construir uma casa, nos próximos dois anos, contra 87,0%, registado no período homólogo.

Inforpress

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