O ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, disse hoje, no Parlamento que a vinda de operacionais estrangeiros para apoiar o país na investigação sobre do desaparecimento de crianças “caberá ao Ministério Público decidir”.

“Confiamos nas nossas polícias e estou convencido de que iremos resolver este mistério e dar tranquilidade ás pessoas”, indicou Paulo Rocha, numa alusão ao caso das pessoas que se encontram desaparecidas.

O governante fez estas considerações durante a sessão de perguntas ao Governo, hoje no Parlamento, em que foi interpelado sobre o caso de desaparecimento de pessoas ultimamente em Cabo Verde.

De Agosto de 2017 a esta parte já desapareceram cinco crianças e uma adulta. O mais recente caso aconteceu a 03 de Fevereiro, quando Clarisse Mendes (Nina), de 9 anos, e Sandro Mendes (Filú), de 11, saíram de casa por volta das 17:00, em Achada Limpo, para irem comprar açúcar, em Água Funda, nos arredores da Cidade da Praia, e não regressaram.



Segundo Paulo Rocha, o desaparecimento de crianças constitui uma “preocupação especial”, pelo que as autoridades competentes “não têm poupado esforços no sentido de se esclarecer os factos”.

O ministro reconheceu que tal como acontece em outras partes do mundo, a investigação sobre o desaparecimento de pessoas é “complexa” e, por isso, referindo-se ao caso concreto de crianças desaparecidas em Cabo Verde, deixou transparecer que a descoberta dos criminosos está a levar um tempo que, infelizmente, os familiares e a sociedade em geral não entendem.

Lembrou que, por despacho do procurador geral da República, foi criada uma equipa conjunta, composta por elementos da PJ e da Polícia Nacional, coordenada por um procurador da República, para trabalhar exclusivamente nos casos de desaparecimento de pessoas.

“No âmbito da cooperação internacional foram já tomadas medidas importantes, contando o país com assessorias importantes no plano da investigação e, sobretudo, da compreensão do fenómeno (desaparecimento de pessoas) que também acontece noutras paragens”, precisou o ministro da Administração Interna.



Paulo Rocha foi questionado também sobre o projecto Cidade Segura, tendo avançado que neste momento decorrem em Achada Grande Frente (junto às instalações do antigo aeródromo da Praia) as obras do centro do comando que será o “coração do sistema”.

Numa outra oportunidade, Paulo Rocha havia revelado que a primeira fase dos trabalhos da cabelagem, da fibra óptica e da energia eléctrica, que alimentará os postos de vídeovigilância  “estão praticamente terminados”, mas reconheceu agora que ainda há “muitas obras por fazer, nomeadamente no que se refere à colocação das câmaras”.

Segundo o governante, a colocação das câmaras, por “uma questão estratégica foi deixada para a última etapa” que coincidirá com o parecer da Comissão Nacional da Protecção dos Dados, ou seja, as mesmas serão colocadas de acordo com as recomendações da CNPD.

A problemática da energia eléctrica foi um dos assuntos com que os parlamentares, quer do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), quer do Movimento para a Democracia (MpD-poder) confrontaram o ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro.

Por: Inforpress

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