Dois terços da população do Sudão do Sul, cerca de sete milhões de pessoas, está em risco de fome severa nos próximos meses caso a ajuda humanitária seja interrompida, anunciaram ontem três agências da ONU.

Num comunicado conjunto, o Fundo da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO), Unicef e Programa Alimentar Mundial (PAM), alertam que a situação da população sul-sudanesa é "muito frágil" e que seria "catastrófico" caso a assistência humanitária não continuasse.

Receia-se que a situação nutricional piore significativamente nos próximos meses devido à guerra, que reduziu a produção de alimentos e aumentou possíveis surtos de diarreia e outras doenças.

O agravamento da crise alimentar pode fazer disparar as taxas de subnutrição infantil, que se prevê afectar até 1,3 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade.

Actualmente, perto de metade da população do Sudão do Sul, cerca de 5,3 milhões de pessoas, tem dificuldade em obter comida e encontra-se em situação de "crise" ou "emergência", que correspondem aos níveis 03 e 04 numa escala em que 05 é o mais grave. 

Em Fevereiro de 2017, foi declarado estado de fome no país, em consequência da morte de dezenas de pessoas.

O Sudão do Sul está mergulhado numa guerra civil desde Dezembro de 2013, que causou milhares de mortos, milhões de deslocados e vários episódios de fome.

Lusa


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