Funcionários da Câmara Municipal de São Lourenço dos Órgãos (interior de Santiago) concentram-se hoje à frente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), pedido celeridade dos seus processos em relação à redução salarial.

Depois de muitas revindicações, os funcionários afectos a essa autarquia decidiram partir para a greve de dois dias e realizaram hoje uma manifestação pacífica, na Cidade da Praia, em frente ao Supremo Tribunal de Justiça, Palácio do Governo e da Provedoria da Justiça.

Nesta manifestação, convocada pelos Sindicatos da Indústria, Agricultura, Comércio e Serviços Afins (SIACSA), o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de Santiago (STAPS) e pelo Sindicato Nacional dos Professores de Cabo Verde (SINDEP), os trabalhadores pedem a reposição salarial que lhes foi retirada pela edilidade desde Agosto de 2017.

Segundo Gilberto Lima, representante do SIACSA, os três sindicatos têm tentado negociar com a autarquia, mas o sindicalista adiantou que, apesar disto, nem no Conselho de Concertação Social chegaram a um entendimento.



“Estamos a pedir que haja consenso e resposta urgente da câmara, no sentido de pagar as diferenças em termos de salário mínimo. Temos trabalhadores que recebem 5000 escudos, o que é ilegal e o Supremo Tribunal de Justiça não decide, e, enquanto isso, os trabalhadores é que sofrem e passam fome”, realçou.

Para este sindicalista, esses trabalhadores, que representam 75 por cento (%) das famílias laurentinas, merecem melhor tratamento, querem ver cumprido o Plano de Cargo e Carreira tal como foi concebido há dois anos, reclamando ainda a reposição das progressões e mais “respeito e dignidade”.

Em representação dos funcionários , José Mário Sousa considerou que este impasse, para além de sufocar as famílias, num ano de seca, tem contribuído para um ambiente “nada agradável” no seio dos trabalhadores uma vez que os funcionários e a autarquia estão de “costas voltadas”.

“Não queremos pressionar o STJ, mas queremos apelar ao Presidente da República, às entidades eleitas pelo povo de Cabo Verde para intermediarem e apelar à Justiça e para que não haja injustiça. Não queremos morosidade”, sublinhou.

Caso as suas vozes não forem ouvidas e o STJ não acelerar esse processo, os três sindicatos ameaçam recorrer ao Tribunal Constitucional, por considerarem que este caso está ferido de inconstitucionalidade.

Inforpress

Comentar:

0 comments: