O grupo parlamentar do PAICV mostrou-se hoje preocupado com casos de desaparecimento de pessoas no país, que, segundo o mesmo , já entrou numa fase crítica, desassossegando pessoas e amedrontado as famílias.

O deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) Rui Semedo, que é também vice-presidente do partido, fez estas afirmações, em declaração política proferida na sessão plenária de Fevereiro, que teve inicio hoje.

“Tendo em conta a gravidade desta situação, o grupo parlamentar do PAICV quis utilizar esse tempo para alertar sobre a dimensão deste acontecimento violento e inusitado, mas também para juntar a sua voz a todos os que se sentem revoltados, indignados e que exigem que o Estado cumpra o seu papel, no sentido de garantir a protecção para as pessoas no geral, mas, sobretudo, para as crianças”, afirmou.

Para Rui Semedo, os actos de criminalidade verificados nos últimos meses em Cabo Verde são de “extrema gravidade”, não por ser apenas invulgar, mas porque têm causado medo, pânico e gerado desconfiança nas instituições, despertando sentimentos de desconfiança em relação aos outros e grupos de pessoas.



Segundo o deputado, os casos de desaparecimentos misterioso de pessoas têm deixando as famílias e cidadãos desamparados e sociedade intranquila e está a assumir contornos de maior gravidade, uma vez que as vítimas são crianças inocentes que merecem toda a protecção das pessoas, da sociedade e do próprio Estado.

Para o grupo parlamentar do PAICV, o Estado tem a obrigação de garantir condições para que as crianças possam viver e crescer livremente neste país.

O parlamentar sublinhou ainda que o Estado tem a “obrigação moral” de tomar as medidas necessárias para desvendar este mistério, esclarecer os contornos desses actos criminosos, perseguir os criminosos, tranquilizar as famílias e restituir confiança às instituições da República.

“O Governo não pode e nem deve transmitir sinal de impotência, agitação ou de desorientação perante situações dessa natureza. Deve, em primeiro lugar, esclarecer a situação a todos, partilhar informações, dar uma atenção especial aos familiares das vitimas e garantir aos eleitos nacionais e a todos os cabo-verdianos que está a tomar medidas para que não venhamos a ter mais episódios dessa natureza no país”, enfatizou.

Para o PAICV, a segurança é uma questão que devia merecer o entendimento nacional e ser tratada como um regime que deveria estar fora das tentações de politização e partidarização, para que não se desperdice as capacidades, as vontades e muito menos as energias.

“Devemos juntar as mãos, mobilizar todas as pessoas, sem excepção, para enfrentar esse desafio de forma sustentada sem complexo, sem medo e sem receio, e estamos disponíveis para participar em todas as acções que considerarem necessárias para um Cabo Verde de paz, estabilidade e de segurança para todos”, defendeu.

Por seu turno, o líder da bancada parlamentar do (MpD-poder), Luís Figueiredo , partilha também da opinião de que se está perante uma situação “preocupante” , com contornos reais em outras localidades e países e que deve ser combatida sem tréguas pelo Governo, Estado e pela própria sociedade civil.

Da parte do Governo, o ministro do Estado e dos Assuntos Parlamentares, Fernando Elísio Freire, assegurou que as autoridades nacionais estão a investigar os casos de desaparecimento e que estão a fazer de tudo para esclarecer a situação.

“Temos de estar todos sensibilizados, porque se trata de um problema grave, onde o Governo garante que já criou todas as condições para que as investigações decorram na normalidade”, acrescentou.

Por: Inforpress

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