São ao todo 30.325 angolanos que beneficiam de bolsas de estudos, dos quais 4.625 no exterior do país, informou nesta segunda-feira em Saurimo, Lunda Sul, o Presidente da República, João Lourenço.

A aposta em bolsas de estudos é uma das medidas do Executivo para garantir que um número maior de angolanos frequenta o ensino superior.

A solução “tem sido o apoio através de bolsas de estudo de mérito internas e externas”, referiu o Titular do Poder Executivo, na abertura do ano académico 2018.

Para estender essa oportunidade a mais angolanos, o Presidente entende que o Executivo precisa aumentar o número de bolsas, uma saída que depende de novas fontes de financiamento.

Considerou fundamental que as universidades, no seu funcionamento, pautem pelo exercício democrático, seguindo processos eleitorais transparentes e que dignifiquem a comunidade académica.

Para a melhoria da qualidade do ensino superior no país, disse estar em curso a revisão do quadro legal e regulamentar, a criação e ampliação de um sistema nacional de garantia de qualidade das instituições desse subsistema de ensino.

O Presidente da República defendeu maior aposta na investigação científica, o que deverá contribuir para dar resposta às solicitações e necessidades do meio social e económico em que se desenvolve.



Cento e 38 mil 418 vagas, algumas ainda por preencher, foram colocadas à disposição dos estudantes do Ensino Superior em todo o país, segundo dados do ministério de tutela.

O número representa um aumento de 27.332 vagas, comparativamente com as 111.086 colocadas à disposição no ano académico anterior.

Das vagas deste ano, 106.585 lugares estão nas universidades privadas.

Na Lunda Sul, província que acolheu o acto formal de abertura do ano académico, destacam-se as vagas disponíveis na Escola Superior Politécnica, um total de mil.

No entanto, a Escola Superior Politécnica não é a única desse subsistema na Lunda Sul, a outra é o Instituto Superior Politécnico Lusíada, ambas sediadas na cidade de Saurimo.

O país conta com 72 instituições do ensino superior, sendo 48 delas privadas.

O arranque do ano académico 2018 teve como lema: “Por um ensino superior de qualidade, lutemos contra a corrupção e a impunidade”. (Angop)

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