O Presidente da República disse hoje ser “grave” se se confirmar a noticia segundo a qual a Polícia Nacional alega não dispor de meios para garantir a segurança do magistrado que está a ser ameaçado de morte.

Manuel Lopes Cabral, segundo o jornal A Nação online, está a ser ameaçado de morte por ter condenado Paulo Jorge a16 anos de prisão, pelo assassinato da companheira Adalgisa, em Fevereiro do ano passado.

De acordo com a mesma fonte, a sentença foi conhecida no final de Janeiro último.

“Há problema dos meios, mas as autoridades competentes têm que garantir a segurança de um magistrado, se realmente há uma ameaça séria à sua vida”, afirmou Jorge Carlos Fonseca, ao ser abordado sobre o assunto, à margem de uma visita surpresa que hoje realizou à Rádio de Cabo Verde, para assinalar o Dia Mundial da Rádio.



Lembrou que qualquer titular de um órgão de soberania e não, sendo ameaçado seriamente, deve ter garantia de segurança por parte das autoridades.

“Não faz sentido evocar ausência de meios. Os meios têm que ser encontrados para a garantia de segurança de um magistrado”, concluiu o mais alto magistrado da Nação.

Segundo o jornal A Nação, o juiz da Comarca de Santa Cruz, Manuel Lopes Cabral, está sob ameaça de morte, após ter condenado o condutor do Hiace (pequenos autocarros), Paulo Jorge pelo assassinato da companheira.

Conforme avançam fontes deste on-line, por falta de meios, a Polícia Nacional alega não ter condições para garantir a segurança de Manuel Lopes Cabral.

“O juiz, que mora na Cidade da Praia, estava, na manhã desta segunda-feira, parado no meio da estrada com receio de ir para Santa Cruz, porque Pessoas chegadas ao Paulo Jorge estão a ameaça-lo de morte”, escreve o A Nação.

Contactado por telefone, Manuel Lopes Cabral confirmou ao A NAÇÃO estar sob ameaças, mas escusou-se a falar, por agora, sobre o assunto.

Inforpress

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