São um total de vinte as empresas sul-africanas do sector do agro-negócio reafirmaram nesta terça-feira, em Luanda, o seu interesse de investir em Angola e reforçar as trocas comerciais entre os dois países, tendo em conta as potencialidades hídricas e aráveis que o país possui.

Tratam-se das principais empresas do mercado sul-africano em agronegócio, como Agrico, Franklin Electric, Freshnark Systems, Trade Invest Africa, New Saw e Wesgro, que investem essencialmente na produção de fertilizantes, no fabrico de maquinaria agrícola, na formação técnico-profissional e elaboração de projectos sustentáveis.

O interesse foi manifestado durante o fórum agro-negócios Angola/África do Sul, que visou a troca de experiências entre empresas dos dois países, para o reforço das relações económicas.


Na ocasião, o secretário de Estado para Agricultura e Pecuária, Carlos Alberto Pinto, informou que, além da supressão de vistos entre os dois países, Angola está a criar outras condições que facilitarão os empresários a investirem no sector agrícola.

Apontou a necessidade do reforço da capacidade das instituições do Estado no sector da Agricultura, melhoria da informação estatística agrícola e o reforço da capacidade na investigação agrícola como as principais condições que o país está a preparar.

Afirmou que a cooperação estratégica entre Angola/África do Sul deverá ser prioridade, colocando em prática os vários acordos existentes entre os dois países.

Por outro lado, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Angola-África do Sul, Vitoriano Nicolau, apontou a aproximação cultural entre os dois povos e a melhoria  de dados estatísticos sobre o volume de negócio entre os dois países, como linhas de força da actuação da câmara.

Para Aurélio Santos, representante da consultoria Lello International, o repatriamento  de dividendos continua a ser um dos principais entraves dos sul-africanos em Angola, situação que deve ser melhorada para o país continuar a atrair o investimento externo.

O fórum, organizado pela Lello International, contou com a participação de empresários angolanos e outras individualidades. (Angop)

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