O surto de cólera que afeta, desde fevereiro, a província angolana de Cabinda registou até ao momento 30 casos com dois óbitos, situação que preocupa as autoridades sanitárias angolanas.


Para constatação do quadro, uma delegação da Comissão Interministerial de Combate a Epidemias, coordenada pelo secretário Estado para a Saúde Pública, José Cunha, deslocou-se, na quarta-feira, ao enclave de Cabinda, para analisar o estado da situação.


Em declarações à imprensa, José Cunha disse que o dia de hoje está reservado a visitas, nomeadamente aos quatro bairros afetados pelo surto, que passou, em uma semana, dos 13 casos confirmados e um óbito, para 30 casos e dois óbitos até quarta-feira.


O governante angolano referiu que as visitas se estendem ainda ao hospital provincial, para verificar as condições de tratamento aos doentes com cólera, ao depósito de medicamentos para aferir qual é a situação em termos de 'stock' de medicamentos o tratamento da doença e à estação de tratamento de água, para constatar se há ou não alguma dificuldade de abastecimento de água à população.


José Cunha apelou à população a "sempre que possível utilizar ou os comprimidos para desinfetar a água ou fervê-la antes de a consumir".


O primeiro caso suspeito foi registado a 20 de fevereiro deste ano no Hospital Provincial de Cabinda, tornando assim a província a segunda região de Angola a enfrentar um surto de cólera, depois do Uíge, que totaliza, de dezembro de 2017 até à presente data, 771 casos e 13 mortes.


Lusa

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