As balas que mataram a vereadora e ativista dos direitos humanos do Rio de Janeiro, Marielle Franco, na passada quarta-feira foram compradas pela polícia federal do Brasil, informou hoje a TV Globo.

Segundo uma reportagem exibida pelo RJ TV, um telejornal local da Globo, a perícia identificou a origem das munições com base nas cápsulas encontradas na cena do crime, que pertencem a um lote comprado a uma empresa privada pela polícia federal de Brasília em dezembro de 2006.

A mesma reportagem frisou que a perícia não viu sinais de modificação nas munições e que agora iniciará um trabalho de rastreamento deste lote.

Marielle Franco foi assassinada com quatro tiros de pistola, de calibre 09 milímetros, na cabeça, na noite da passada quando o carro em viajava foi alvejado por desconhecidos.



As autoridades policiais ainda estão a investigar o crime, mas já declararam que há sinais claros de que possa ter sido uma execução porque as vítimas foram seguidas e alvejadas sem que nenhum pertence delas tenha sido roubado.

A vereadora, nascida e criada na favela da Maré e que era militante de um partido de esquerda, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), foi morta juntamente com o condutor depois de participar num encontro com mulheres negras.

O assassínio de Marielle Franco gerou grande comoção no Brasil e também no exterior.

No Rio de Janeiro, centenas de pessoas acompanharam o velório e enterro de Marielle Franco na quinta-feira. A cidade também foi palco de manifestações que reuniram milhares de pessoas na região central, que foram organizadas em homenagem a ela e ao condutor.

Houve também protestos em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e noutras capitais do país.

O caso também gerou comentários de repudio de membros do Governo brasileiro e da ONU e de organizações ligadas à defesa dos direitos humanos como a Amnistia Internacionais e a Human Rights Watch.

Lusa




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