Classificada em 2011 como prioritária, a requalificação do bairro da Boa Esperança, na ilha cabo-verdiana da Boavista, continua em projeto, mas o Governo aprovou recentemente 3,2 milhões de euros de investimento e assegura que as obras arrancam em breve.

O bairro cresceu, ao longo de mais de 20 anos, de forma ilegal e desordenada, com a chegada de trabalhadores para a construção dos hotéis e para responder às necessidades crescentes de mão de obra do setor turístico da ilha.

Dividido entre uma zona de barracas, que será demolida, e outra de construções ilegais, que será reabilitada, a requalificação do bairro, onde residirão dois terços da população da ilha (entre 9.000 e 10.000 pessoas), prevê a construção de arruamentos, sistemas de esgotos, água e eletricidade.

O Governo cabo-verdiano aprovou em Conselho de Ministros uma verba de 352 mil milhões de escudos (cerca de 3,2 milhões de euros) para avançar com a infraestruturação de uma zona ao lado do bairro que será posteriormente loteada para permitir o realojamento de parte dos habitantes.



Parte da verba será igualmente usada na requalificação da zona do bairro que não será demolida.

Um outro conjunto de habitantes será realojado no empreendimento "Casa para Todos", do qual 300 habitações foram já transferidas pelo Governo para a câmara da Boavista, mas que, segundo disse à agência Lusa o seu presidente, José Luís Santos, não será suficiente.

Por isso, o autarca disse ter já proposto ao Governo receber todas as 784 habitações do empreendimento.

As autoridades fizeram um levantamento para saber quantas famílias habitam as barracas do bairro da Boa Esperança, mas José Luís Santos escusa-se a avançar os dados dos realojamentos necessários, adiantando que o número está sempre a crescer.

"É um número considerável. A Boavista tem um défice habitacional de mais de dois mil fogos", disse.

Os concursos para a expansão e requalificação do bairro, também conhecido como Chã de Salinas, foram já concluídos, mas fonte do ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação disse à agência Lusa que foram contestados junto da Autoridade Reguladora das Aquisições Públicas (ARAP), decorrendo o período de esclarecimentos.

O governo assegura, no entanto, que as obras arrancarão em breve.

Além das obras no bairro, estão igualmente projetadas para a ilha obras de saneamento e de requalificação de algumas estradas.

Por: Lusa


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