Cabo Verde aumentou, no ano passado, a sua capacidade de alojamento em mais de duas mil camas, com a entrada em funcionamento de 42 novos estabelecimentos hoteleiros, segundo estatísticas oficiais.

No final de 2017, Cabo Verde tinha em atividade 275 estabelecimentos hoteleiros (+18,0%), correspondendo a mais 42 alojamentos relativamente ao ano anterior, segundo dados do inventário anual aos estabelecimentos hoteleiros realizado pelo Instituto Nacional de Estatística.

Esses estabelecimentos hoteleiros ofereceram uma capacidade de alojamento de 12.463 quartos (12.463 em 2016), 20.421 camas (18.382 em 2016) e 26.987 lugares (24.376 em 2016), traduzindo-se em acréscimos de 9,0%, 11,1% e 10,7%, respetivamente.

A oferta de camas concentrou-se principalmente nas ilhas do Sal (48,2%) Boavista (27,6%), Santiago (9,9%) e São Vicente (5,5%), enquanto as restantes ilhas oferecem no seu conjunto cerca de 8,8%, do total das camas disponíveis.



A distribuição das camas por tipo de estabelecimento revelou que os hotéis representam mais de três quartos da capacidade de camas disponíveis (77,1%), seguidos das residenciais (6,2%) e dos aldeamentos turísticos (5,4%).

A ilha de Santo Antão, caracterizada por turismo rural e de montanha, foi a que concentrou o maior número de estabelecimentos hoteleiros, tendo sido também a que registou maior crescimento deste tipo de estabelecimentos.

Na ilha localizam-se 68 estabelecimentos de alojamento turístico o que corresponde a 24,7%, do total existente. Seguem-se as ilhas de Santiago (50) São Vicente (45), Fogo (32) e Sal (31).

Em 2017, Santo Antão registou o maior crescimento com mais 26 estabelecimentos a funcionarem.

Fogo (10), São Vicente (4) e Sal (2) foram outras ilhas com novos espaços de alojamento.

Por tipo de alojamento, o maior crescimento registou-se no segmento das residenciais, com mais 28 face a 2016, seguidas dos hotéis (5), pensões e aparthotéis (3), aldeamentos turísticos (2) e pousadas (1).



As residenciais continuam a ser os estabelecimentos com maior peso no setor hoteleiro cabo-verdiano, representando cerca de 38,2% do total, ocupando os hotéis e as pensões a segunda e terceira posições, com 25,1% e 22,5%, respetivamente.

A maioria dos quartos disponíveis continua a concentrar-se nas ilhas do Sal (47,1%), Boavista (24,5%) e Santiago (10,5%).

Em finais de 2017, os estabelecimentos hoteleiros inventariados empregavam cerca de 8.825 pessoas, um crescimento de 14,0%, em relação ao ano 2016.

Os hotéis continuam a empregar o maior número de pessoas (84,3%), seguidos das residenciais e pensões, com 4,6% e 4,0%.

A ilha do Sal continua a ser a ilha com maioria percentagem de pessoal empregado nos estabelecimentos de alojamento turístico, concentrando 56 em cada 100 empregados do setor.

Boavista (21,7%) e Santiago (9,6%) ocupam a segunda e terceira posições.

A grande maioria do pessoal empregado (92,0%) é cabo-verdiana, sendo na sua maioria mulheres (59,3%).

Do pessoal ao serviço remunerado, 75,3% tem contrato a termo pelos períodos de três, seis meses ou um ano, 20,5% tem contrato permanente e 4,2% não têm contrato.

A restauração representa 20,6% do pessoal empregado.

Quase um terço dos estabelecimentos hoteleiros emprega três a cinco pessoas. Seguem-se os estabelecimentos que empregaram uma a duas pessoas e seis a nove pessoas, representando 22,2% e 17,1%, respetivamente.

Os preços médios dos quartos duplos e individuais são mais elevados nas ilhas do Sal e da Boavista e mais baixos em S. Nicolau e Santo Antão.

Lusa

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