O secretário-geral Adjunto do Movimento para a Democracia (MpD-no poder), Carlos Monteiro disse hoje que as críticas que o PAICV (oposição) tem feito “não condicionam o rumo da governação” do Executivo nos três anos que faltam.

Carlos Monteiro fez essas considerações hoje em conferência de imprensa para reagir às acusações do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) sobre a atuação do Governo, tendo sublinhado que as críticas do PAICV não condicionam o remo da governação, porque são “acusações irresponsáveis”.

Monteiro, que é também deputado da nação, advertiu, no entanto, que as críticas do maior partido da oposição “não correspondem à verdade”, lembrando que o Governo é “transparente” e está “focado” nos problemas do país.

Conforme sublinhando, a conferência de imprensa desta quinta-feira, 15, dada pelo vice-presidente do PAICV, Nuías Silva, “é a expressão do desespero” da actual liderança do PAICV que “não convence” ninguém.



Para ele, todo o ataque “desenfreado” do PAICV para “descredibilizar” o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, na linha do que tentaram fazer com a ministra da Educação, Maritza Rosabal, “não terá êxito e só contribui para que o Governo e a bancada que o suporta no Parlamento se tornem ainda mais fortes”.

“Estão a executar a estratégia delineada de tentar fazer vida negra ao Governo, através de uma oposição raivosa, negativista, sem causas, sem alternativas, desconectada do país real e diríamos até, uma oposição com contornos de infantilidade”, disse, realçando que de uma forma “irresponsável querem passar a todo o custo a imagem de um país enlameado em escândalos e corrupção e em estado de caos”.

Neste sentido, referiu que o MpD exorta o Governo a continuar “focado e tranquilo” nas reformas e nas políticas para o reforço do crescimento económico, criação de oportunidades de emprego e da inclusão social e territorial, já que o “mais importante que o PAICV é o país e os compromissos com o país”.

À laia de exemplo, Carlos Monteiro indicou alguns aspectos que considera ser a realidade do país no momento, destacando, nomeadamente, o facto de a economia estar a crescer, de haver mais confiança por parte dos empresários e dos investidores na economia cabo-verdiana, “o que se têm traduzido em mais investimentos privados e mais emprego”, enfatizou.

Segundo disse, apesar dos desafios, está convicto de que há mais segurança, mais descentralização e mais investimentos públicos em todos os concelhos do país, através de uma nova relação entre o Governo e as câmaras municipais, assim como a credibilidade e a confiança externa no país “aumentaram”.

“Por isso, pode a liderança do PAICV estar ciente de que o primeiro-ministro não vai entrar no tipo de confrontações que esse partido está a promover. O Governo é composto por gente séria e dedicada, cuja única missão é servir o país. Os cabo-verdianos conhecem os cidadãos que hoje governam o País e confiam neles”, sublinhou, notando que face aos “enormes desafios da nação” que Cabo Verde merecia ter uma oposição “mais construtiva e menos irresponsável”.

Por: Inforpress

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