Os produtores do café do Fogo exortaram sexta-feira, o Presidente da República a utilizar a sua influência de magistratura junto do Governo para os ajudar na promoção da cultura do café.

Sidónio Monteiro, na qualidade de produtor, em representação dos proprietários/produtores, na cerimónia de abertura da quinta edição do festival de café “Fogo Coffee Fest”, disse que o sentimento que reina no seio dos produtores é de que tem havido pouco investimento na promoção da cultura do café.

Por isso, aproveitou a presença do Presidente da República para lhe pedir, que no âmbito da sua magistratura de influência, ajudar, para junto do Governo, na promoção da cultura do café.


“A câmara está fazendo um grande papel na promoção do café, queremos continuar a produzir mais café e melhor café, mas a sensação que se tem é que tem havido pouco”, afirmou o representante dos proprietários, indicando que os mesmos não necessitam de mais apoio para os próprios de forma individualizada, porque acabam por contribuir, mas querem investimento de maior vulto, como na correcção torrencial dos solos e em outros sectores que não são possíveis de realizar só com a contribuição dos proprietários.

Recordou que o café tem uma influência grande na vida dos foguenses e dos mosteirenses, em particular, e que muitos ilustres filhos dos Mosteiros devem muito ao café, razão pela qual é bom continuar a promover este produto que foi importante na vida de muitas famílias nos últimos dois séculos.

Além dos trabalhos de correcção torrencial, um outro produtor de café, disse à Inforpress que seria bom se o Governo investisse na construção de acessos às zonas altas dos Mosteiros com grande potencial para o cultivo do café e de outras fruteiras, mas também para o sector de turismo.

Manuel Barros “Manhor” disse que havendo investimento na construção de acesso, facilita o transporte de plantas e, consequentemente, de expansão da área de cultivo porque há garante também no transporte do produto na época de colheita, além de permitir o investimento privado na área de infra-estruturas de apoio à agricultura, assim como no sector de turismo.

Outra reivindicação dos proprietários de café, passa pela assistência técnica aos proprietários como valor de valorizar e dinamizar este sector de actividade, já que os Mosteiros têm grandes potencialidades neste domínio.

A quinta edição do festival do café coincide com a época da colheita, que apesar de ser considerada de má a produção, a colheita vai continuar até meados de Abril.

Os proprietários têm leituras diferentes em relação a produção, sendo que para alguns a produção de 2018 é superior a de 2017 e para outros nem tanto.

Quer Artur Barbosa, como Rosério Rodrigues, por exemplo, afirmam que há zonas cuja produção é nula e noutras é melhor do que a do ano transacto, mas, de uma forma geral, os produtores consideram que, não obstante ser má, a produção é ligeiramente melhor que o ano passado.

A empresa Fogo Coffee Spirit, que em 2017 adquiriu cerca de 80 toneladas de cerejas, depois de uma previsão optimista de que poderia atingir a mesma cifra, reviu a sua previsão em baixa e estima que poderá adquirir uma média de 50 toneladas, no máximo, não porque a produção é menor, mas porque alguns produtores decidiram em não vender os seus produtos, por um lado, e por outro, por a empresa ter rejeitado cerejas de má qualidade.

Até este momento a empresa já comprou 20 toneladas de cerejas, mas os responsáveis acreditam que até final de colheita a quantidade poderá ultrapassar o dobro.

Por: Inforpress

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