O Presidente do Brasil, Michel Temer, afirmou nesta quinta-feira que o assassinato da vereadora [membro da câmara municipal] do Rio de Janeiro Marielle Franco foi um "ato de extrema covardia".

"Lamento esse ato de extrema covardia contra a vereadora Marielle Franco. Solidarizo-me com familiares e amigos, e acompanho a apuração dos fatos para a punição dos autores desse crime", escreveu na rede social Twitter.

O chefe de Estado brasileiro acrescentou, num vídeo publicado também no Twitter, que o crime era "inadmissível" e um verdadeiro atentado ao Estado de Direito e a Democracia brasileira.

"Trata-se do assassinato de uma representante popular que, ao que sei, fazia manifestações e trabalhos com vistas a preservar a paz e a tranquilidade na cidade do Rio de Janeiro (...) Nós decretamos a intervenção para acabar com este banditismo que se instalou na cidade", escreveu Temer.

O Presidente brasileiro também anunciou que o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, estará no Rio de Janeiro para acompanhar as investigações sobre a morte da vereadora e do seu motorista.

Temer afirma ainda ter dado indicações ao ministro da Segurança Pública para que a Policia Federal fosse colocada à disposição das autoridades do Rio de Janeiro, garantido que este "crime não ficará impune".

O carro em que Marielle Franco viajava foi alvejado com tiros na quarta-feira à noite quando saía de um evento no bairro da Lapa, na zona central da capital carioca.

O crime, que tem indícios de ter sido uma execução, está a ser investigado pelas autoridades policiais.

Marielle Franco foi a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro nas eleições municipais de 2016.

Depois do Governo brasileiro ter decretado uma intervenção na área de segurança pública do Rio de Janeiro, no passado dia 16 de fevereiro, a vereadora dirigiu várias críticas nas fredes sociais às abordagens da polícia nas favelas.

Numa de suas últimas publicações, no dia 10 de março, Marielle Franco usou a rede social Facebook para denunciar alegadas abordagens indevidas de agentes policiais do 41.° Batalhão, em Acari.



"O 41.° Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando moradores de Acari. Nessa semana dois jovens foram mortos e jogados em uma vala. Hoje a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior", escreveu.

Diversos políticos, artistas e membros de organizações não governamentais se manifestaram contra o crime.

Para o final da tarde de hoje foram convocados diversos atos de homenagem à vereadora e contra a violência no Rio de Janeiro.

C/ Lusa


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