Os maienses dizem-se  “desapontados” com o Governo  que não “tem cumprido as promessas” feitas  durante  a campanha  e acusam o Palácio da Várzea de ser responsável pela saída dos jovens da ilha para outras paragens, à  procura de melhores condições de vida.

À agência Inforpress, o munícipe maiense Nkruma Ribeiro mostrou-se desapontado com o executivo, lembrando que este tinha prometido que o navio Praia D’aguada começava a ligar a Cidade da Praia à ilha do Maio assim que  saísse do estaleiro naval de São Vicente,  mas que passado o primeiro dia da viagem inaugural, nunca mais os maienses puderam ver esse navio.

Neste momento, avançou,  “praticamente” não existe o fluxo de passageiro entre essas duas ilhas, situação que, na sua opinião,  tem contribuído pelo “fraco” crescimento do turismo interno, principalmente das pessoas vindas da ilha de Santiago.

“Exortamos ao Governo que cumpra com a sua promessa de construir a prometida rampa no porto do Maio, porque só assim poderemos vir a ter mais turistas nacionais e internacionais aqui na ilha”, disse.



Recordou à Inforpress que há dias, aquando da vinda dos adeptos do Sporting da Praia para assistirem ao jogo com a equipa de Barreirense,  viram os hotéis e restaurantes cheios, o que ilustra que “a ilha precisa urgente de uma rampa para atrair mais turistas”.

Segundo Nkruma Ribeiro, o primeiro ministro garantiu aos maiense que o partido que suporta o governo tinha  solução para fazer desenvolver a ilha, mas  que passados os 25 meses da governação, os maienses ainda não viram “nada em concreto,  para alavancar a ilha rumo ao desenvolvimento”.

Ao  contrário disso, realçou que a ilha tem continuado num “marasmo” total  e sem nenhuma perspectiva de mudança deste cenário, que, sublinhou, tem contribuído para uma migração quase que forçada dos jovens para as outras ilhas, à procura de uma vida melhor.

Desiludido também se encontra o maiense José Maria Santos,  actualmente residente em Inglaterra, e que regressou à ilha especialmente para participar na festa de Santa Cruz, na qual foi rei na categoria de jovens.

O emigrante confessou estar “decepcionado” com o Governo por este não ter autorizado a edilidade maiense, à  semelhança dos anos anteriores, a conceder tolerância de ponto para que os maienses festejassem aquele dia.

De acordo com José Maria Santos,  esta é uma festa especial para os maienses,  por ser a festa que simboliza a libertação dos escravos e que culmina com o mês da descoberta da ilha.

Por isso, exortou ao Governo central para que tenha ” mais sensibilidade” para com esta manifestação popular, ainda por cima, destacou, num  momento em que o Ministério da Cultura parece apostado na revitalização  e dinamização da Tabanka.

“Esperemos e exortamos ao Governo para que no próximo ano tenha uma atitude diferente para com os maienses, porque esta festa, bem organizada, também pode ser aproveitada como um produto turístico e cultural, uma vez que ela é festejada  durante mais de 20 dias”, lembrou.

Por: Inforpress


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