O líder do maior partido da oposição de Moçambique, Afonso Dhlakama, morreu na tarde desta quinta-feira, aos 65 anos, vítima de doença, nas matas da Gorongosa, onde se encontrava refugiado desde 2o16, coisa que fez também em outras ocasiões quando reacendia os confrontos entre a Renamo e as forças de defesa e segurança de Moçambique.

A noticia avançada pela Televisão Independente de Moçambique(TIM) dá conta que Dhlakama morreu quando aguardava por um helicóptero que o levaria para Pretória, onde se submeteria a um tratamento de urgência. Complicações de saúde ligadas à diabetes terão causado a morte deste símbolo da oposição armada em Moçambique. 

De acordo com o Moz Massoko, que cita fontes próximas à família, Afonso Dhlakama já se tinha queixado de problemas de saúde durante a última semana.

O percurso de Dhlakama na vida política e militar começou em 1974, quando ingressou no partido Frelimo, depois da Revolução de 25 de abril ocorrida em Portugal e após o fim da Luta de Libertação Nacional em Moçambique. Em 1976 saiu daquela formação política para formar a Resistência Nacional de Moçambique. 

Após a morte do primeiro presidente da formação que ajudou a fundar, André Matsangaíssa, Afonso Dhlakama viria a ficar a frente do movimento que passou a se designar RENAMO e o liderou durante a Guerra Civil que durou 16 anos e que só terminou com a assinatura do Acordo Geral de Paz, em 1992, entre este e Joaquim Alberto Chissano.

Em vida, Dhlakama assinou ainda o acordo de cessação de hostilidades a 5 de Setembro de 2014 com Armando Emílio Guebuza e, até a sua morte, negociava com o actual Presidente da República, Filipe Nyusi, para devolver a paz efectiva à Moçambique.

MN C/ TIM



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